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Estamos ficando mais inteligentes, ou não? (Como elevar o seu QI)

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Cientistas vêm discutindo há algum tempo se estamos mais ou menos inteligentes que no passado. Existem ideias contraditórias, no entanto aqueles que afirmam que estamos tendo baixas no nível de QI vêm crescendo e diversos livros foram escritos com base em experiências em muitas universidades pelo mundo afora. O tema tem sido bastante discutido em seminários e simpósios.

Busque mais informações e tire a sua conclusão, existem correntes contraditórias neste sentido, no entanto é um assunto que precisamos acompanhar, pois está em grande evidência.     

1 – Os primeiros sinais que apontam baixas no QI vieram da Dinamarca. Neste país todos os homens que se alistam no serviço militar precisam passar por um teste de inteligência. Os dados revelaram que depois do resultado do teste de QI ter crescido durante  muito tempo, a situação se inverteu. Em 1989 teve inicio uma queda contínua e está descendo 2,7 pontos em cada década. O mesmo fenômeno tem acontecido na Holanda, Alemanha, Inglaterra, França, Portugal, Suécia e Finlândia.

2 – O antropólogo inglês Edward Dutton afirma que estamos tendo um declínio contínuo na pontuação de QI ao longo do tempo. Segundo ele, o ápice de inteligência foi há 100 anos.

3 – No Brasil pesquisas apontam que 29% da população é considerada analfabeta funcional, não consegue ler ou entender um cartaz ou um bilhete. O número de analfabetos absolutos cresceu de 4% para 8% nos últimos três anos.

4 – O teste de QI não vai dizer se uma pessoa terá sucesso na vida. Não diz também se a pessoa é sensata, honesta ou criativa. Ele avalia a cognição básica, ou seja, a capacidade de executar operações mentais.

5 – Durante o século XX, o QI aumentou em todo o mundo – Foram 3 pontos a mais por década, como resultado da melhoria da saúde, nutrição e educação das pessoas e começou a declinar neste século.

6 – De acordo com a afirmação de Michael Woodley da Universidade sueca de Umeã, a capacidade cognitiva é altamente influenciada pela genética e pessoas com altos níveis de QI tem tido menos filhos nas últimas décadas. A maioria dos estudos afirma que 50% da inteligência de uma pessoa é hereditária.

7 – A queda do nível de QI tem sido mascarada pela evolução tecnológica e pela resolução em grupo. Einstein escreveu a teoria da relatividade sozinho; já o iPhone foi projetado por milhares de pessoas, sendo 800 engenheiros somente na câmera.

8 – O salto tecnológico dos últimos 20 anos que transformou nosso cotidiano, pode estar interferindo na inteligência humana.

9 – Mark Bauerlein, professor da Universidade de Emory nos EUA que lançou o livro The Dumbest Generation – A Geração Mais Burra, disse que há indícios de que o uso de smartphones e tablets na infância já esteja causando efeitos negativos no desenvolvimento da inteligência em crianças.

10 – 28% das crianças inglesas não sabem falar corretamente e o governo já estuda a possibilidade de banir os smartphones das salas de aula.

11 – Nos principais exames que os americanos fazem para entrar na faculdade, o SAT e o ACT, o desempenho médio vem caindo. Em 2016, a nota na prova de interpretação de texto do SAT foi a mais baixa em 40 anos.

12 – Um levantamento feito pela Nokia constatou que os americanos checam o celular em média 150 vezes por dia, ou seja, uma vez a cada 6 minutos. Isto prejudica a concentração e o foco. Lembrando que sem concentração não há aprendizado.

13 – A mera presença do celular, mesmo quando desligado afeta a capacidade de raciocinar, de acordo com estudos da Universidade do Texas. Foi feito um estudo com 548 estudantes em situações diferentes; Com o celular na mesa, virado para baixo; com o aparelho no bolso ou na bolsa; e com o celular em outra sala. Sempre com o aparelho desligado. Quanto mais perto ele estava da pessoa, pior o desempenho dela.

14 – Não temos mais paciência para textos longos e queremos abreviar os caminhos com dicas e soluções que nem sempre são inteligentes. Nossa mente ansiosa está se tornando mais preguiçosa e dependente da tecnologia.

15 – Nossa capacidade de memória pode estar diminuindo. Hoje temos tecnologia para fazer cálculos e guardar informações. Coisas que antes dependiam somente do cérebro. Estudos em relação a isto não faltam.

16 – Os discursos políticos estão cada vez mais simples para facilitar a compreensão das pessoas.

17 – O cérebro luta para manter nossas opiniões, mesmo que isso signifique ignorar os fatos. É muito difícil derrubar a primeira opinião que formamos sobre as coisas. (Por isto vemos muitas mulas empacadas por ai).

18 – Buscamos fatos que concordem com nosso ponto de vista e conhecimento. Quando isto acontece o cérebro libera dopamina, provocando sensações de bem estar. É notório que ficamos muito desconfortáveis com contrariedades.

19 – Viver numa cidade grande pode ser nocivo para o desenvolvimento da inteligência. Pesquisas feitas pela Universidade de Michigan concluiu que a pessoa que vive em grandes centros urbanos tem a memória pior, problemas de aprendizado e dificuldades para se concentrar. A culpa é do excesso de coisas acontecendo como sons, cheiros, luzes etc. Tudo isto provoca um congestionamento em seu cérebro e ele passa a trabalhar mais devagar.

20 – Em geral nosso cérebro gosta de trabalhar sozinho e muitas vezes atividades de brainstorming ou reuniões podem ser prejudiciais. Pesquisas feitas na Universidade de Yale observaram que os resultados de QI foram melhores quando as pessoas estavam sozinhas em suas atividades. Aquela velha ideia de que tudo deve ser feito em equipe, definitivamente tem grandes ressalvas. Pessoas mais inteligentes resistem ao trabalho em grupo, pois tendem a serem mais egoístas e altivas em relação a percepção que possuem do contexto. Aqueles mais inseguros em relação ao conhecimento que possuem adoram um trabalho em grupo.

21 – Família e amigos tem muita influência no nível de QI e isto é chamado pelos cientistas de “Influência do ambiente”. Segundo eles, estar num ambiente onde se lê mais livros ou ser estimulado a ler desde criança pelos pais é determinante na capacidade de abstração e conexão que nosso cérebro é capaz de ter.

22 – Segundo a Academia de Ciências Americana, o QI dos homens noruegueses nascidos entre 1962 e 1991 baixou de ano para ano. Eles atribuem o fenômeno a fatores culturais tais como “declínio dos valores educacionais”, a “degradação dos sistemas educativos”, ou ainda a “degradação da nutrição e da saúde”.

23 – Em 2015, pesquisadores compilaram os resultados de 271 estudos sobre o QI realizados entre o início do século 20 e os anos 2010. Suas conclusões, publicadas na revista Perspectives on psychological science, não corroboram exatamente a ideia de que exista uma baixa do nível de inteligência em nível mundial. “O quociente de inteligência não diminui, mas sim o seu índice de crescimento que agora se mostra bem mais lento do que antes”, explica Franck Ramus. E, segundo esse cientista especialista em ciências cognitivas, não há nada de alarmante nisso. “O teto do QI foi atingido”, indica Ramus, “como para a altura ou as performances esportivas, a espécie humana está atingindo os limites da sua capacidade inteligente”.

 

COMO ELEVAR O SEU QI – Revista Exame – Ed. Abril

1 – Avance o máximo possível nos estudos 

Uma pesquisa da universidade de Cornell, no estado americano de Nova York, mostrou que cada ano de estudo regular acrescenta vários pontos ao QI. Assim, se você puder buscar sempre o máximo de informação e conhecimento faça isto, pois este é o caminho.

2 – Escolha uma atividade profissional desafiadora

Um estudo realizado durante 30 anos pelo National Institute of Mental Health americano (citado pelo Wall Street Journal) concluiu que profissionais que desempenham atividades complexas, resolvem problemas difíceis no dia-a-dia ou lidam com pessoas de forma elaborada tendem a ter melhores resultados nos testes de QI. Aqueles que, ao contrário, realizam um trabalho simples, que não exige raciocínio, tendem a piorar com o tempo.

3 –  Explore novos assuntos

As atividades que mais contribuem para elevar o QI são aquelas com a qual a pessoa não está habituada. Ou seja, encarar algum assunto totalmente novo de vez em quando traz benefícios à mente. Numa pesquisa da Universidade de Hamburgo, na Alemanha, 20 jovens treinaram malabarismo durante um mês. Os neurocientistas observaram um rápido aumento na massa cinzenta do cérebro desses voluntários. Quando o treinamento terminou, o cérebro foi lentamente voltando ao estado anterior, mas as pessoas conservaram a habilidade desenvolvida com os malabares. Experimentos similares em outros países confirmaram as observações dos alemães.

4 – Estude e pratique música

A música é um excelente estimulo para o cérebro. Uma pesquisa da Universidade de Toronto em Mississauga, no Canadá, apontou que seis anos de estudo de música na infância provocam um aumento médio de 7,5 pontos no QI. Outro estudo, da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, observou que músicos que permanecem ativos por pelo menos uma década conservam um QI elevado até depois dos 60 anos.

5- Prefira o lazer inteligente

Há uma variedade de jogos que prometem desenvolver a inteligência. E as pesquisas mostram que eles funcionam. Um dos mais conhecidos é o N-back, disponível, inclusive, na forma de aplicativo para iPhone e Android. Mas qualquer jogo que envolva desafios mentais traz bons resultados.

 

6 – Nada Substitui a Leitura

Ler é ainda a melhor forma de acelerar o potencial de inteligência. Nada substitui a leitura.

Fontes: Revista Superinteressante, Revista Exame, Livro: Aprendendo Inteligência,   Revista PNAS, Sites: www.papodehomem.com www.brasil247.com.br,  www.ciberia.com.br; www.revistagalileu.globo.com.br

 

PEDRO LUIZ PEREIRA – pedro@eurho.com.br
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